terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Quem és tu?

-Tenho uma mota vermelha
com um leitor de CD,
computador, internet
e uma nova TV.

-Tenho piscina aquecida,
um cavalo para montar,
e como sempre marisco
no restaurante, ao jantar.

-Tenho sete namoradas,
as sete com moradias,
as sete com lindos olhos,
as sete com ricas tias.

-Tenho um pai com muitas notas
e mãe cheia de pulseiras,
são de prata os meus talheres,
e de ouro as minhas torneiras.

-Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.

Poema de Luísa Ducla Soares

publicado por/ Carlos Silva

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

As Janeiras

As Janeiras ou cantar as Janeiras é uma tradição em Portugal. Consiste na reunião de grupos de pessoas que se passeiam pelas ruas no início do ano, cantando de porta em porta, e desejando aos vizinhos um feliz ano novo.

É em Janeiro, o primeiro mês do ano. Este mês era o mês do deus Jano, o deus das portas e da entrada. Era o porteiro dos Céus e por isso muito importante para os romanos que esperavam a sua protecção. Era-lhe pedido que afastasse das casas os espíritos maus.

A tradição geral é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos musicais. Depois do grupo feito e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança. Terminada a canção à porta de uma casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc.).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado das oferendas, ou comem todos juntos aquilo que receberam.


texto de Francisco Limão

***

Em Oeiras houve cantares das Janeiras. A reunião teve lugar na Igreja Matriz onde ouvimos os cantares de dois grupo: Quatro ao Sul e Cramol.


A festa continuou com todos a cantarem pelas ruas do centro de Oeiras, tendo paragem no café dos "Gémeos" onde o grupo foi recebido com vinho quente com canela.

texto Lourdes Calmeiro e fotos de Jorge Castro

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ana Alice conta uma história...- Cinco irmãos ( cont...)

Margarida ficou pensativa durante os seguintes momentos, os seus olhos brilhavam muito.
- Mana! Por favor! Eu prometo que não digo nada a ninguém!! Please!!
- Prometes?
- Claro! Porque não?
- É aquele rapaz da minha turma… O Nuno…
- Ele pediu-te em casamento? – interrompeu a Joana.
- Não! Minha parva! Olha, se é para gozares…
- Desculpa! Conta, vá lá…
- Eu recebi um bilhete dele no cacifo… Ele gosta de mim…
- E tu dele!
- Pois…
- O que é que ele queria??
- Convidar-me para uma festa à noite, que vai haver no Sábado, em casa dele… Mas, duvido que o pai me deixe ir… Ainda estou de castigo, por aquilo do telemóvel na aula…
- Que chatice… Era a tua grande hipótese…
- Vá lá… Ajuda-me…
- Falar com a mãe vai se fácil, mas com o pai…
- Obrigada, Joana, és a maior!
Entretanto, na sala de jantar, o pai falava animadamente com o Manuel, sobre os resultados do último jogo de futebol.
- Querido! A Bárbara não quer acabar a pêra cozida… - lamentou a mãe.
- Então, Bárbara, é a ultima! – disse a Joana, que chegara a tempo de dar a última colherada.
Tirou a irmã da cadeira com jeito e começou:
- Pai, ainda estás zangado com a mana por o telemóvel dela tocado na aula?
- Mais ou menos, mas acho que já ficou sem telemóvel tempo de mais. Leva-lhe lá o telefone!
- Mas pai, não é isso que ela quer!
- Ai não? Então o que é?
- Aaaaa… Fala com ela! – disto isto, começou a subir as escadas a correr.
- O quê? Tu disseste isso? Minha parva! Não sabias só dizer que eu queria ir a uma festa? Assim era mais fácil de falar!!!
- Desculpa! Agora vou dormir!
- Obrigada vou ter eu que ir lá abaixo? Não é?

Continua na próxima semana…

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Poema de Natal

No Natal,
há muitas prendas,
Mas uma que nos conforte,
A chegada de um Anjo,
Para nos dar muita sorte.

No Natal,
tem de se conviver,
com amigos e família
para receber e dar muita alegria.

No Natal,
até se pode esquiar,
talvez com uma prancha banal,
ou então com a neve brincar.

No Natal,
celebramos um acontecimento,
o Nascimento de Jesus
Para nosso bom contento.

No Natal,
existe uma festa,
Tal como no tempo pascal,
há uma parecida como esta.

Poema de Carlos Silva

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Ana Alice conta uma história... - Cinco Irmãos (cont.)

Quando a Margarida chegou a casa:
- Mana, mana! Temos um cãozinho! – gritou a Bárbara excitada.
- Temos de lhe dar um nome, acho que devia ser Chocolate! – disse o Pedro.
- Mas ele não é castanho, meu nabo! Porque não Pantufa?? – perguntou a Joana.
- É muito infantil, não estamos nos livros da “Anita”! – observou a Margarida, olhando para o cachorro.
- Concordo, eu voto em Menta. – acrescentou o Manuel.
- Oh, filho! Não se trata do teu gelado favorito… – disse o pai – Eu cá gosto de Rufia!
- Eu não estou de acordo, se for Rufia, só faz disparates! E que tal Benny? – propôs a mãe
- Sim! – apoiaram todos em conjunto
- Pronto, assim será. – concluiu a Margarida – Benny, vem cá!

***
À mesa do jantar:
- Então Margarida… Correu bem o trabalho?
- Sim. Porque é que não havia de ter corrido, pai?
- Não, nada filha. Não te queria ofender! É só que acho que estás diferente!
Margarida corou.
- Aqui há gato! – exclamou o Manuel.
Mas foi logo interrompido por uma pancadinha com o guardanapo e um olhar severo da mãe, que percebia destas coisas. Continuaram o jantar animadamente. Mas, Margarida não disse nem uma palavra, até acabar o jantar.
- Posso levantar-me, pai? – perguntou ela.
- Por mim, sim!
- Mãe?
- Vai lá!
Margarida dirigiu-se para o quarto. Passados alguns minutos chegou a Joana.
- Vá lá, Margarida!
- Vá lá o quê? – perguntou a irmã.
- Andas estranha! Namorado???
- Vou mesmo ter que lhe contar, ela vai obrigar-me… – pensou Margarida para consigo. - De qualquer modo, mais tarde ou mais cedo, ela vai saber…

Ana Alice

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nas Aulas de E.V.T.

Os Azulejos Pequeninos


As Árvore de Natal

Já começámos a pintar os azulejos mais pequeninos; já há alguns acabados de pintar, que estão muito giros.
Existem ideias muito giras: uns utilizam o mesmo desenho que utilizaram no azulejo grande mas em tamanho mais pequeno, outros fizeram novos desenhos, todos iguais ou todos diferentes, outros ainda dividiram o grande para ficar uma espécie de puzzle.

Somos poucos os que estamos a pintar os azulejos pequeninos, porque não há espaço na sala. Ocupamos umas mesas que ficam junto ao lavatório.Também existem poucos pincéis, as tintas também são poucas para todos os que querem pintar os azulejos. Por tudo isto, tivemos de nos desdobrar em dois grupos.


Uns que pintam azulejos e outros que irão trabalhar na Árvore de Natal de Turma.

Todas as turmas da Escola Conde de Oeiras, do 2º ciclo estão a fazer Árvores de Natal - cada turma a sua.

Os que não estão a pintar os azulejos estão a fazer estrelas de seis pontas, de vários tamanhos, para enfeitar a nossa Árvore de Natal.


texto de Catarina Ramos

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Apontamentos

No dia, 12 de Novembro de 2009, a turma do 6H foi visitar o Palácio do Marques de Pombal, em Oeiras ... A visita correu bem e foi muito divertida ...

Quando acabou a visita de estudo ficamos a brincar as escondidas ....................


Rimas

Vou a feira
comprar um porquinho
volto pra casa
bailando o bailinho

Vou a feira comprar
um leitão
volto pra casa
dançando o malhão

Catarina Esteves

domingo, 15 de novembro de 2009

Ana Alice conta uma história... - Cinco Irmãos (... continuação)






... Natália saiu do emprego mais cedo. Dirigiu-se à loja dos animais, para ir buscar a sua encomenda.




- É tão fofo! – exclamou a Ana (a empregada dos Mirtilo), quando Natália chegou a casa.
- Sim, nem uma semana tem! É um cachorrinho! – respondeu Natália.
- Onde o iremos pôr até os meninos chegarem, D. Natália?
- Estava a pensar adormecê-lo primeiro e depois deitá-lo na sua alcofa, no meu quarto.
E assim foi, Natália e Ana trataram do cachorrinho como se fosse um bebé.


Finalmente, depois de um dia longo e cansativo, Jorge acompanhado por todos os filhos, menos Margarida, chegaram a casa.
- Então, querido, a Margarida?
- Ela teve de ficar a acabar um trabalho na escola. Depois, vem com a mãe da Sara, aquela amiga dela… Por isso fui buscar a Bárbara…
- Obrigada. – agradeceu Natália, continuando - Meninos! Hoje tenho uma surpresa para vocês… Para todos…
- O que é ? – perguntou Pedro curioso.
- Vamos ter um novo membro da família…
- Mãe, estás grávida? – interrogou Joana.
- Não, nada disso! Temos um cão, um cachorro!
- Viva! – exclamaram todos, em coro.
Natália foi buscar o lindo cachorro.
- Agora precisamos de lhe arranjar um nome… - lembrou o Manuel.
- Não, não! Temos de esperar pela Margarida. – acrescentou Joana.
Qual irá ser o nome do cachorrinho? Eu até tenho algumas sugestões e vocês?

Continua na próxima semana…


Ana Alice